Sugar Mommies & Sugar Babies: semelhanças,diferenças e opinião.

Olá meninas e casais!

Sim,vocês mesmas(os) que adoram o blog,vem,virão e continuarão vindo a meu encontro por causa da coragem vinda do que leram aqui,mas nunca querem virar história e incentivar outras(os) a viver a experiência! 😉

Tudo bem com vocês?

Brincadeiras à parte, resolvi movimentar este blog  de outra forma já que vocês andam cheias(os) de segredinhos de seis meses pra cá…rs

Quinze dias atrás ,uma cliente ,que já teve sua história contada por aqui, me mandou as fotos que ilustram o post ,comentando sobre  matéria “Sugar Mommies: Conheça as mulheres que pagam por amor e sexo” publicada na revista Marie Claire deste mês.

http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2017/08/sugar-mommies-elas-pagam-elas-mandam.html

 

 

 

 

 

 

Como ela não deu grandes detalhes a respeito do que se tratava,sinceramente achei que seria mais uma matéria sobre clientes “convencionais” de acompanhantes digamos “convencionais”. Logo depois de receber a mensagem  ,comprei a revista e ao ler a matéria no dia seguinte e tomar conhecimento deste novo serviço,o misto de admiração,identificação e estranhamento foi inevitável.

E dividirei minha opinião pessoal sobre o conteúdo da matéria em itens encabeçados pelas sensações acima ao dissertar sobre ela.

E se ao ler o parágrafo acima,você espera que eu vá descer a lenha nesta novidade,pode parar por aqui! Não me sinto intimidado ou ameaçado de forma alguma.Tanto que resolvi colocar o link da matéria neste post,mesmo depois da minha cliente ter recomendado que eu não coloca-se.

  • Admiração

Começo tirando o chapéu para a ideia do site! Ótima sacada! O modelo se assemelha ao de alguns sites de acompanhantes internacionais,como o que conta com os acompanhantes da série televisiva “Gigolos” (Acho que é este o nome… A série nada mais é que um instrumento de divulgação dos acompanhantes e dos serviços oferecidos pelo site.Por isso boa parte dos encontros,pra não dizer todos, exibidos nela são encenados.). Como a prostituição é ilegal nos EUA, os sites e os acompanhantes oferecem primordialmente companhia.E como se trata de uma relação entre adultos, relações sexuais ficam a critério da cliente e do acompanhante. O “Meu Patrocinio” se diferencia por oferecer outro tipo de compensação das Sugar Mommies aos Sugar Babies,mas pode-se dizer que o modelo do site é muito semelhante.

Admiro também a coragem das três entrevistadas que se deixaram fotografar e expuseram sua história sem medo do que o mundo vai pensar! Eu não teria e não tenho esta coragem!rs

Parabéns mesmo meninas!

  • Identificação:

A identificação com as situações e experiências de vida desagradáveis citadas por três das quatro mulheres retratadas na matéria também foi grande.

Não vou me alongar no que tange as más experiências que elas tiveram com os homens comuns que fizeram parte de suas vidas,pois é algo que pode ser visto nos relatos e comentários feitos por minhas clientes nos posts anteriores.

Me identifiquei especialmente com as situações citadas pela Hana Mancini,pela Vanessa Cersósimo e também,no aspecto das viagens, pela Isa Gil.

E esta identificação remete ao tópico anterior. Sempre busquei desde o meu início não ser apenas um garoto de programa/acompanhante para uma hora de sexo e só. O aspecto primordial do meu trabalho sempre foi a companhia. Sempre fiz questão de manter um perfil discreto e ser capaz de ser confundido com um amigo,colega de trabalho,etc,como vocês leem na página inicial. E hoje,há algum tempo na verdade, colho os frutos disso.

O tratamento ,atenção e entusiasmo para com as que dispõe de apenas algumas horas entre quatro paredes para estar comigo é o mesmo que tenho para com as que passam pernoites ,dias e fazem viagens comigo.

Mas de dois anos pra cá,atendo boa parte das minhas clientes em hotéis convencionais ou residências  em períodos de tempo a partir de um pernoite/perdia. Sendo assim,boa parte deste tempo é passado em passeios,baladas,restaurantes,hotéis ,ou no aconchego de seus lares aqui ou em outras cidades,deste ou de outros estados do país.Saber se portar e conversar é primordial e isto nunca foi problema pra mim.

Vivo basicamente todas as situações citadas por elas corriqueiramente. A  diferença reside nos termos “acompanhante”,”garoto de programa” e “Sugar Baby” e na diferença de contrapartidas. E é compreensível que os dois primeiros termos ,nas palavras da Isa, remetam apenas ao sexo e tenham uma conotação talvez pejorativa pra ela.

Afinal,se analisarmos,  99% do que se encontra no google quando se busca por “acompanhantes para mulheres” /”garotos de programa para mulheres”,constata-se que o nível dos que assim se intitulam praticamente sempre é sofrível,pois a maioria não passa de oportunistas querendo sexo fácil. Não são capazes de entabular uma boa conversa,se portar bem em público,de oferecer boas opções do que fazer na cidade em que “atendem” ( entre aspas mesmo..rs) para as clientes de fora…Enfim…

Concluí que o que ofereço e vivencio cotidianamente  é exatamente o que as quatro entrevistadas/citadas procuravam e encontraram ao se inscreverem no site e vivenciam hoje nesta nova modalidade.

  • Estranhamento:

Bom,agora os aspectos que me causaram certa estranheza…

Estou nessa vida de acompanhante para mulheres desde 2007.Deixei de ser um “freelancer” ,digamos assim em 2010. E existe uma diferença enorme,na minha visão,entre ser remunerado pelo tempo de companhia e ser bancado de fato na vida pessoal.

A sociedade de fato é muito machista e algumas das minhas clientes  reproduzem este machismo as vezes, ao se  sentirem envergonhadas ao fazer algo corriqueiro: pagar a conta em um restaurante,cinema,swing,etc,por exemplo.

Não tenho absolutamente nenhum problema em deixar que elas paguem a conta.Muito pelo contrário!Mas,muitas vezes elas deixam dinheiro da conta comigo para que eu acerte as despesas do local.Nas casas de swing isso é tão corriqueiro,que eu já ofereço de antemão a opção e a maioria quase sempre aceita,infelizmente.Não deveria haver peso algum em tais  situações,mas elas ainda são tabu para muitas,o que não é o caso das entrevistadas.

Desde muito jovem busquei ser independente e consegui trabalhando de forma convencional e agora nestes anos como acompanhante de luxo para mulheres.E é aí que reside meu maior estranhamento com o que rola no Meu Patrocínio.

Minhas clientes obviamente bancam minhas contas e meus projetos e realizam meus sonhos  com os valores somados que recebo mensalmente de todas elas e com as experiências que vivemos juntos em viagens e atividades que curtimos juntos.Já mergulhei em alto mar,já pulei de asa delta da Pedra da Urca no rio com clientes,só pra exemplificar. E já fiz e realizei muita coisa na vida pessoal que só foi possível com meus honorários desta identidade secreta.

Mas não sou gerido/tutelado/administrado/etc de fato por nenhuma delas. Fora minhas passagens aéreas ou reservas de hotel para encontros em suas cidades ou em viagens,nada no meu nome é pago por elas. Jamais me inscreveria no site pois este tipo de ingerência na minha vida pessoal vai contra a independência que sempre busquei.

Também achei extremamente invasivo o fato de elas serem obrigadas a revelar tamanho do patrimônio e renda mensal no site. Eu só revelo isso no imposto de renda!Já me sentia invadido quando alugava imóveis para morar e tinha que apresentar IR e extratos bancários antes de ter imóvel próprio.Estranhei isso demais também.

Obviamente os termos “Sugar Mommy” e “Sugar Baby” virarão tags no meu site,neste post e no twitter. Posso até vir a atender Sugar Mommies curiosas que me procurarem,mas ,pelas razões acima, jamais seria um Sugar Baby!

Também sempre odiei e ainda odeio quando clientes e mulheres com quem me relacionei/atendi na vida pessoal ou de acompanhante  me chamam de “Bebê”. É algo broxante realmente pra mim. Na minha cabeça quando uma parceira/cliente diz isso, vem à mente aquela coisa de cuidado maternal na hora  e me incomoda profundamente. E agora pensarei nessa coisa da dependência que rola neste novo modelo de acompanhante também quando me disserem isto. Mas aí é outra história… 😉

Mas o estranhamento maior veio realmente quando falam das contrapartidas mais caras, como a faculdade paga pela Patrícia* ,o aluguel pago pela Isa, sobre os quais ,de certa forma, já opinei acima, mas especialmente a viagem e despesas pagas pela Hana na Espanha.

Esta ultima me causou maior estranheza pelo fato de ele estar lá,obviamente curtindo a viagem e ela não.

Já viajei para o exterior com algumas poucas clientes,mas sempre fomos juntos e curtimos tudo por até dez  dias juntos (Infelizmente,nunca viajei por mais de dez dias como uma cliente até hoje!;) ). E o que elas gastaram com meus honorários foi muito próximo do que a Hana pagou até agora pela estadia dele na Espanha,sem estar com ele por lá. O mais próximo disto ,apesar de bem distante,que rolou comigo neste sentido aconteceu aqui no Brasil. Ficamos em quartos separados,pois se tratava de uma viagem de trabalho dela e minha cliente estava num quarto duplo com uma colega de trabalho. Ela escapava para o nosso quarto uns andares acima e para nossos encontros fora ,mas  nas dependências do hotel como elevador, piscina ,restaurante,recepção e corredores éramos “desconhecidos”. Mas apesar disso estávamos juntos.

Este fim de semana mesmo,estive na casa de uma cliente em outro estado de sexta a domingo e na semana que vem passarei o feriado na Bahia com a mesma cliente e curtiremos muito juntos!Sempre juntos.

Por isso meu estranhamento com este caso em especial.

Os  últimos parágrafos acima expressam apenas minhas opinião pessoal,não há realmente nenhuma animosidade ou temor da minha parte em relação a este novo modelo de relações e nenhum tipo de agressividade implícita no que foi escrito. Ocorre que é impossível pra mim não fazer um contraponto com o que rola no meu dia a dia.

Concluo aplaudindo de pé as entrevistadas mais uma vez pela coragem! Se vocês estiverem lendo isso, não levem a mal uma ou outra colocação mais forte.Não vejo assim ,mas a palavra escrita as vezes aparenta uma agressividade que não existiria (e não existe.) se falada pessoalmente.Realmente não houve intenção de ironizar ou ser agressivo de minha parte! Muito pelo contrário! 😉

Esta nova modalidade serve acima de tudo  de alerta para os “acompanhantes” (entre aspas mesmo,novamente!) que nada tem a acrescentar além de desejo por sexo fácil. Provavelmente estes já infestaram o site também… Já deve ter Sugar Mommy sofrendo com propaganda enganosa…rs

Mas a  busca por um acompanhante para mulheres não é,nem nunca foi fácil e minhas clientes sempre ressaltam o quão difícil foi me encontrar.

Mas independente do modelo, tem pra todo mundo,desde que se leve a sério o que se faz!

Beijos a todas! 😉

 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário